amo e tenho medo da IA
Nasci e cresci com a curiosidade. Isso me levou a pesquisar e estudar sobre os mais variados campos: ciências, arte, tecnologia, biologia, história, filosofia, e por aí vai. De repente, estamos na era em que "aprender" leva segundos. Talvez alguns minutos, dependendo do modelo. O novo hype do momento, Jev, por exemplo, é bem rápido. Eu levei anos para aprender a escrever uma boa redação, e mais alguns anos para aprender a escrever algumas linhas de código. Dá pra competir? Não, não dá.
Mas eu acredito que competir não seja bem a palavra certa. Afinal, nenhum humano trabalha 24/7, envolto por água e métodos de resfriamento. Nós queremos passar tempo com a família, amigos, ir à academia, assistir séries, ler bons livros. Não posso fazer um relatório às 16h00 quando me sento para assistir à partida do meu time do coração.
Pois é, a IA pode.
E não me levem a mal. Eu adoro a IA. Eu passei anos na adolescência tentando transformar Regex em um chat bot inteligente (não consegui, diga-se de passagem). Eu trabalho com a IA no meu dia a dia. No fim das contas, eu amo inovação. E esse texto não é uma crítica direta à IA, é uma reflexão: o que vai ser do futuro com essa tecnologia tão poderosa?
Eu sei, ela tem limitações. O Will Smith comendo macarrão, no entanto, já não tem mais 20 dedos e não vira um monstro entre os frames. E essas limitações estão diminuindo. Talvez a AGI não vá existir da forma que imaginamos. Talvez até haja um cenário de colaboração mútua entre homem e máquina. Talvez o mundo acabe em 10 anos porque os robôs decidiram que devem extinguir a humanidade para concluir sua tarefa. Quem sabe?
Eu vejo todos os dias as pessoas teorizando por aí. Alguns mais certos de que é a terceira guerra mundial, outros em cima do muro, outros mais confiantes de que o amor, ou o bem, vá vencer.
Não sei se tem alguém certo. Sei que aguardo ansiosamente pelo próximo modelo.
Não é trágico e cômico, que essa ansiedade venha carregada de um medo... ruim? Ou seria um medo bom? Os carros vieram, os cavalos ficaram. A máquina a vapor veio, depois, à combustão. Com o tempo, estamos no espaço com satélites, ônibus espaciais, sondas...
Acho que estou ficando mais próximo dos meus pais: "no meu tempo...". Como diria a música Pais e Filhos, Legião Urbana: "são crianças como você, o que você vai ser, quando você crescer?".
Escrito sem IA, sujeito a erros.
